segunda-feira, 4 de junho de 2012

DOMÍNIO DA INTERNET


Domínios da Internet

Registrar um domínio na Internet, ou melhor, registrar vários domínios na Internet. Esta deve ser uma das primeiras ações tomadas pelo empreendedor, afinal, o domínio será a sua marca na Internet e é através dele que as pessoas chegarão até sua empresa. Para visitar seu site, seu cliente terá que digitar cada uma das letras de seu domínio, por isso, além de fazer rapidamente o registro, é importante escolher muito bem seu domínio na Internet, pois ele poderá facilitar ou dificultar todo o esforço mercadológico que será realizado por você. Abaixo, cinco aspectos de fundamental importância na escolha.

Cinco dicas preciosas para você escolher um bom Domínio na Internet:


1. O DOMÍNIO DEVE SER CURTO E SIMPLES:

Um domínio na Internet que tenha poucas letras facilita a memorização e diminui a possibilidade de erros de digitação. É o caso de: cade.com.br. Por outro lado, nem sempre uma palavra curta é simples. O domínio na Internet: schwart.com.br é curto mas não é nada simples.

2. O DOMÍNIO NA INTERNET DEVE SER DE FÁCIL COMPREENSÃO:

Grande parte da propaganda entra em nossa mente através dos ouvidos. Ouvimos o nome de um site no rádio, ao telefone, em uma conversa com amigos. Se o domínio for de difícil pronúncia, como vamos entendê-lo e gravá-lo em nossa memória? Palavras de origem estrangeira, como a do exemplo anterior, são ótimos candidatos a não serem entendidos. Não é o caso, por exemplo, do domínio: coca-cola.com.br oudanone.com.br que são domínios fáceis de pronunciar e entender. Para ser de fácil compreensão, um domínio na Internet não deve possuir excesso de consoantes e, se possível, possuir letras repetidas, como os dois exemplos acima que ajudam na memorização.

3. O DOMÍNIO NA INTERNET DEVE SER FÁCIL DE VISUALIZAR E DIGITAR:

Nem sempre o que se ouve é o que se escreve. Veja os casos abaixo:

Você ouve:Você precisa digitar:
Farmaervapharmaerva.com.br
Eletrolux electrolux.com.br
"Inglish"  for allenglish4all.com.br

Alguém que ouça esses domínios e tente digitá-lo no computador vai encontrar dificuldades. Se a sua empresa está surgindo agora, fuja desse tipo de domínio. Agora, se sua empresa já é tradicional e tem uma marca conhecida, apesar de ruim para a Internet... é melhor contratar um consultor.


4. O DOMÍNIO NA INTERNET NÃO DEVE TER PROBLEMAS DE ACENTUAÇÃO:

Acentos trazem dificuldades adicionais aos domínios. Como os computadores são objetivos e não gostam de acentos, a linguagem das máquinas não os utilizam. Isso nos obriga a escrever os domínios sem os acentos criando dificuldades de pronuncia e memorização para esses nomes. Veja o caso do domínio:paodeacucar.com.br. Tente pronunciar o nome sem os acentos e isso fica claro.

5. O DOMÍNIO NA INTERNET DEVE POSSUIR RELAÇÃO COM O PRODUTO:

Se o seu domínio tiver algum tipo de associação com aquilo que sua empresa oferece, será muito mais fácil para o seu cliente se lembrar de sua empresa. Veja se você consegue errar a atividade das empresas detentoras desses domínio:

viajo.com.br
arremate.com.br
investshop.com.br
 

Uma vez registrado, tome cuidado com:


- Palavras derivadas ou parecidas com seu domínio:

ingresso.com.br > < ingressos.com.br

Embora sejam domínios diferentes, com certeza, muita gente vai se enganar e ir para a empresa errada. Se você pretende investir para construir uma marca na internet não deve correr esse risco. Registre também o parecido e o direcione para o seu site. Além de eliminar um a possível dor de cabeça futura, você facilitará a vida de seu cliente distraído.


- Domínios registrados nos Estados Unidos: 

abc-commerce.com.br > < abc-commerce.com

Com a diminuição dos preços e facilidade para registrar um domínio ".com", cada vez mais sites utilizam essa terminação o que tende a torná-la relativamente comum e facilitar mais ainda o desvio de seus clientes. A solução é a mesma, registre também o domínio ".com" e o direcione para seu site. Além de ser precavido, você estará pavimentando uma eventual presença de sua empresa no mercado externo. O procedimento é simples e o custo é quase equivalente ao do domínio no Brasil. Veja, logo abaixo, uma empresa que presta esse tipo de serviço. 

Saiba Mais

Órgão responsável pelo registro de domínios no Brasil. Você pode verificar se o domínio que você pretende registrar está disponível, além de outras informações sobre registro de domínios no Brasil.


MODELO ISO/OSI

A Organização Internacional para a Normalização,ISO, foi uma das primeiras organizações a definir formalmente uma forma comum de conectar computadores. Sua arquitetura é chamada OSI(Open Systems Interconnection), Camadas OSI ou Interconexão de Sistemas Abertos.
Esta arquitetura é um modelo que divide as redes de computadores em sete camadas, de forma a se obter camadas de abstração. Cada protocolo implementa uma funcionalidade assinalada a uma determinada camada.
A ISO costuma trabalhar em conjunto com outra organização, a ITU (International Telecommunications Union), publicando uma série de especificações de protocolos baseados na arquitetura OSI. Estas séries são conhecidas como 'X ponto', por causa do nome dos protocolos: X.25, X.500, etc.

Descrição das camadas

Modelo OSI
7Camada de aplicação
6Camada de apresentação
5Camada de sessão
4Camada de transporte
3Camada de rede
2Camada de enlace
1Camada física
Este modelo é dividido em camadas hierárquicas, ou seja, cada camada usa as funções da própria camada ou da camada anterior, para esconder a complexidade e transparecer as operações para o usuário, seja ele um programa ou uma outra camada.

[editar]
1 - Camada Física

A camada física diz respeito aos meios de conexão através dos quais irão trafegar os dados, tais como interfaces seriais, LPTs, hubs ou cabos coaxiais.

[editar]
2 - Camada de Enlace ou Ligação de Dados

A camada de ligação de dados também é conhecida como camada de enlace ou link de dados. Esta camada detecta e, opcionalmente, corrige erros que possam acontecer no nível físico. É responsável pela transmissão e recepção (delimitação) de quadros e pelo controle de fluxo. Ela também estabelece um protocolo de comunicação entre sistemas diretamente conectados.
O controle de fluxo é realizado por meio da medição do buffer do receptor no momento da transmissão. Isso impede que uma quantidade excessiva de dados trave um receptor mais lento.
Exemplo de protocolos nesta camada: PPP, LAPB (do X.25),NetBios.
Na Rede Ethernet cada placa de rede possui um endereço físico, que deve ser único na rede.
Em redes do padrão IEEE 802, e outras não IEEE 802 como a FDDI, esta camada é dividida em outras duas camadas: Controle de ligação lógica (LLC), que fornece uma interface para camada superior (rede), e controle de acesso ao meio físico (MAC), que acessa diretamente o meio físico e controla a transmissão de dados.

[editar]
3 - Camada de Rede

A camada de Rede é responsável pelo endereçamento dos pacotes de rede, também conhecidos por datagrama, associando endereços lógicos (IP) em endereços físicos (MAC), de forma que os pacotes de rede consigam chegar corretamente ao destino. Essa camada também determina a rota que os pacotes irão seguir para atingir o destino, baseada em fatores como condições de tráfego da rede e prioridades. As rotas podem ser determinadas por tabelas estáticas, no inicio de cada conversação ou altamente dinâmicas.
Essa camada é usada quando a rede possui mais de um segmento e, com isso, há mais de um caminho para um pacote de dados percorrer da origem ao destino.
Funções da Camada:
  • Movimenta pacotes a partir de sua fonte original até seu destino através de um ou mais enlaces.
  • Define como dispositivos de rede descobrem uns aos outros e como os pacotes são roteados até seu destino final.

[editar]
4 - Camada de Transporte

A camada de transporte é responsável por receber os dados enviados pela camada de Sessão e segmentá-los para que sejam enviados a camada de Rede, que por sua vez, transforma esses segmentos em pacotes. No receptor, a camada de Transporte realiza o processo inverso, ou seja, recebe os pacotes da camada de Rede e junta os segmentos para enviar à camada de Sessão.
Isso inclui controle de fluxo, ordenação dos pacotes e a correção de erros, tipicamente enviando para o transmissor uma informação de recebimento, informando que o pacote foi recebido com sucesso.
A camada de Transporte separa as camadas de nível de aplicação (camadas 5 a 7) das camadas de nível físico (camadas de 1 a 3). A camada 4, Transporte, faz a ligação entre esses dois grupos e determina a classe de serviço necessária como orientada a conexão e com controle de erro e serviço de confirmação ou, sem conexões e nem confiabilidade.
O objetivo final da camada de transporte é proporcionar serviço eficiente, confiável e de baixo custo. O hardware e/ou software dentro da camada de transporte e que faz o serviço é denominado entidade de transporte.
A entidade de transporte comunica-se com seus usuários através de primitivas de serviço trocadas em um ou mais TSAP(Transport Service Access Point), que são definidas de acordo com o tipo de serviço prestado: orientado ou não à conexão. Estas primitivas são transportadas pelas TPDU (Transport Protocol Data Unit).
Na realidade, uma entidade de transporte poderia estar simultaneamente associada a vários TSA e NSAP(Network Service Access Point). No caso de multiplexação, associada a vários TSAP e a um NSAP e no caso de splitting, associada a um TSAP e a vários NSAP.
A ISO define o protocolo de transporte para operar em dois modos:
  • Orientado a conexão.
  • Não-Orientado a conexão.
Como exemplo de protocolo orientado à conexão, temos o TCP, e de protocolo não orientado à conexão, temos o UDP. É obvio que o protocolo de transporte não orientado à conexão é menos confiável. Ele não garante - entre outras coisas mais -, a entrega das TPDU, nem tão pouco a ordenação das mesmas. Entretanto, onde o serviço da camada de rede e das outras camadas inferiores é bastante confiável - como em redes locais -, o protocolo de transporte não orientado à conexão pode ser utilizado, sem o overhead inerente a uma operação orientada à conexão.
O serviço de transporte baseado em conexões é semelhante ao serviço de rede baseado em conexões. O endereçamento e controle de fluxo também são semelhantes em ambas as camadas. Para completar, o serviço de transporte sem conexões também é muito semelhante ao serviço de rede sem conexões. Constatado os fatos acima, surge a seguinte questão: "Por que termos duas camadas e não uma apenas?". A resposta é sutil, mas procede: A camada de rede é parte da sub-rede de comunicações e é executada pela concessionária que fornece o serviço (pelo menos para as WAN). Quando a camada de rede não fornece um serviço confiável, a camada de transporte assume as responsabilidades, melhorando a qualidade do serviço.

[editar]
5 - Camada de Sessão

A camada de Sessão permite que duas aplicações em computadores diferentes estabeleçam uma sessão de comunicação. Nesta sessão, essas aplicações definem como será feita a transmissão de dados e coloca marcações nos dados que estão a ser transmitidos. Se porventura a rede falhar, os computadores reiniciam a transmissão dos dados a partir da última marcação recebida pelo computador receptor.
  • Disponibiliza serviços como pontos de controles periódicos a partir dos quais a comunicação pode ser restabelecida em caso de pane na rede.
  • Abre portas para que várias aplicações possam escalonar o uso da rede e aproveitar melhor o tempo de uso. Por exemplo, um browser quando for fazer o download de várias imagens pode requisitá-las juntas para que a conexão não fique desocupada.

[editar]
6 - Camada de Apresentação

A camada de Apresentação, também chamada camada de Tradução, converte o formato do dado recebido pela camada de Aplicação em um formato comum a ser usado na transmissão desse dado, ou seja, um formato entendido pelo protocolo usado. Um exemplo comum é a conversão do padrão de caracteres (código de página) quando o dispositivo transmissor usa um padrão diferente do ASCII. Pode ter outros usos, como compressão de dados e criptografia.
Os dados recebidos da camada sete estão descomprimidos, e a camada 6 do dispositivo receptor fica responsável por comprimir esses dados. A transmissão dos dados torna-se mais rápida, já que haverá menos dados a serem transmitidos: os dados recebidos da camada 7 foram "encolhidos" e enviados à camada 5.
Para aumentar a segurança, pode-se usar algum esquema de criptografia neste nível, sendo que os dados só serão decodificados na camada 6 do dispositivo receptor.
Ela trabalha transformando os dados em um formato no qual a camada de aplicação possa aceitar, minimizando todo tipo de interferência.
Faz a tradução dos dados recebidos da camada de aplicação em um formato a ser utilizado pelo protocolo.

[http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Modelo_OSI&action=edit&section=8]
7 - Camada de Aplicação

A camada de aplicação corresponde às aplicações (programas) no topo da camada OSI que serão utilizados para promover uma interação entre a máquina destinatária e o usuário da aplicação. Esta camada também disponibiliza os recursos (protocolo) para que tal comunicação aconteça. Por exemplo, ao solicitar a recepção de e-mail através do aplicativo de e-mail, este entrará em contato com a camada de Aplicação do protocolo de rede efetuando tal solicitação (POP3, IMAP). Tudo nesta camada é relacionado ao software. Alguns protocolos utilizados nesta camada são:HTTP, SMTP, FTP, SSH, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP, BitTorrent, DNS, Ping, etc.

ENDEREÇO IP

Na Internet, os computadores comunicam entre eles graças ao protocolo IP (Internet Protocol), que utiliza endereços numéricos, chamados endereços IP, compostos por 4 números inteiros (4 bytes) entre 0 e 255 e notados sob a forma xxx.xxx.xxx.xxx. Por exemplo, 194.153.205.26 é um endereço IP com forma técnica. 
Estes endereços servem para os computadores da rede para comunicarem entre eles, assim cada computador de uma rede possui um endereço IP único nessa rede. 
É o ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, substituindo o IANA, Internet Assigned Numbers Agency, desde 1998) que está encarregado de atribuir endereços IP públicos, isto é, os endereços IP dos computadores directamente ligados à rede pública de Internet.

Decodificar um endereço IP

Um endereço IP é um endereço 32 bits, geralmente notado sob a forma de 4 números inteiros separados por pontos. Distinguem-se, com efeito, duas partes no endereço IP :
  • uma parte dos números à esquerda designa a rede e chama-se ID de rede (em inglês netID),
  • Os números à direita designam os computadores desta rede e chamam-se ID de hóspede (em inglêshost-ID).

Como descobrir meu número de IP?

O IP nada mais é que o número que te identifica na grande rede de computadores. Todo computador conectado na internet possui um IP único. Aprenda como descobrir com qual IP você está conectado.
1. Clique em Iniciar > Executar e digite cmd e clique em OK.
2. Feito isso a janela do prompt de comando do Windows surgirá, digite o comandoipconfig.


Observe que seu endereço de IP aparecerá na linha "Endereço IP" ou "IP Address" se seu Windows for em inglês.
Agora, se você procura uma maneira ainda mais fácil e rápida para obter seu endereço IP basta acessar a página "http://ip.baixe.net" que automaticamente o IP vai aparecer pra você!


PROTOCOLO TCP/IP

O TCP/IP é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede (também chamado de pilha de protocolos TCP/IP). Seu nome vem de dois protocolos: o TCP (Transmission Control Protocol - Protocolo de Controlo de Transmissão) e o IP (Internet Protocol - Protocolo de Interconexão). O conjunto de protocolos pode ser visto como um modelo de camadas, onde cada camada é responsável por um grupo de tarefas, fornecendo um conjunto de serviços bem definidos para o protocolo da camada superior. As camadas mais altas estão logicamente mais perto do usuário (chamada camada de aplicação) e lidam com dados mais abstratos, confiando em protocolos de camadas mais baixas para tarefas de menor nível de abstração.

PROTOCOLO HTTP

HTTP é a sigla em língua inglesa de HyperText Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Hipertexto), um protocolo da camada de Aplicação do modelo OSI utilizado para transferência de dados na rede mundial de computadores, a World Wide Web

HTTP é a sigla em língua inglesa de HyperText Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Hipertexto), um protocolo da camada de Aplicação do modelo OSI utilizado para transferência de dados na rede mundial de computadores, a World Wide Web. Também transfere dados de hiper-mídia (imagens, sons e textos).

Normalmente, este protocolo utiliza o porta 80 e é usado para a comunicação de "sites" (sítios), comunicando na linguagem HTML (Hipertext Markup Language, ou Linguagem de Marcação de Hipertexto). Contudo, para haver comunicação com o servidor do site é necessário utilizar comandos adequados, que não estão em linguagem HTML.

Para acedermos a outro documento a partir de uma palavra presente no documento actual podemos utilizar os chamados links/ (ligações) ou âncoras. Estes documentos encontram-se num "site" (sítio) com um endereço de página da Internet - e para entrarmos neles devemos digitar o respectivo endereço, denominado URI (Universal Resource Indentifier ou Identificador Universal de Recurso), que não deve ser confundir com URL (Universal Resource Locator ou Localizador Universal de Recurso), um tipo de URI que pode ser directamente localizado.

Funcionamento do protocolo HTTP
Um sistema de comunicação em rede possui diversos protocolos que trabalham em conjunto para o fornecimento de serviços. Para que o protocolo HTTP consiga transferir seus dados pela Web, é necessário que os protocolos TCP e IP (Internet Protocol, Protocolo de Internet) tornem possível a conexão entre clientes e servidores através de sockets TCP/IP.

De acordo com Fielding et al (1999, p. 10), o HTTP utiliza o modelo cliente-servidor, como a maioria dos protocolos de rede, baseando-se no paradigma de requisição e resposta. Um programa requisitante (cliente) estabelece uma conexão com um outro programa receptor (servidor) e envia-lhe uma requisição, contendo a URI, a versão do protocolo, uma mensagem MIME (padrão utilizado para codificar dados em formato de textos ASCII para serem transmitidos pela Internet) contendo os modificadores da requisição, informações sobre o cliente e, possivelmente, o conteúdo no corpo da mensagem.

O servidor responde com uma linha de status (status line) incluindo sua versão de protocolo e um código de operação bem sucedida ou um código de erro, seguido pelas informações do servidor, metainformações da entidade e possível conteúdo no corpo da mensagem. Após o envio da resposta pelo servidor, encerra-se a conexão estabelecida.

Mensagem HTTP
O protocolo HTTP faz a comunicação entre o cliente e o servidor através de mensagens. O cliente envia uma mensagem de requisição de um recurso e o servidor envia uma mensagem de resposta ao cliente com a solicitação. Segundo Foscarini (2001, p. 13), os dois tipos de mensagens existentes no protocolo utilizam um formato genérico, definido na RFC 822, para a transferência de entidades.

Uma mensagem, tanto de requisição quanto de resposta, é composta, conforme definido na RFC 2616 (Fielding et al, 1999, p. 21), por uma linha inicial, nenhuma ou mais linhas de cabeçalhos, uma linha em branco obrigatória finalizando o cabeçalho e por fim o corpo da mensagem, opcional em determinados casos. Nesta seção serão apresentados os campos que compõem uma mensagem mais detalhadamente; ou seja, o HTTP apresenta o sítio ou local onde está a página da Internet.

Cabeçalho da mensagem
O cabeçalho da mensagem (header) é utilizado para transmitir informações adicionais entre o cliente e o servidor. O cabeçalho é especificado imediatamente após a linha inicial da transação (método), tanto para a requisição do cliente quanto para a resposta do servidor, seguido de dois pontos (:) e um valor. Existem quatro tipos de cabeçalhos que poderão ser incluídos na mensagem os quais são: general-header, requestheader, response-header e entity-header (cf. Fielding et al, 1999, p. 21). Estes cabeçalhos são utilizados para enviar informações adicionais sobre a mensagem transmitida (general-header), a requisição e os clientes (request-header) que comunicam suas configurações e os formatos de documentos desejados como resposta (cf. Bastos & Ladeira, 2001). Além disso, são utilizados pelo servidor ao retornar o recurso no qual foi requisitado pelo cliente, para transmitir informações que descrevem as configurações do servidor e do recurso identificado pelo URI de requisição, e que não pertence à linha de status (responseheader). Na RFC 2616 (cf. Fielding et al, 1999) estão descritos todos os campos que pertencem a estes cabeçalhos.

Corpo da mensagem
Uma mensagem HTTP pode conter um corpo de dados que são enviados abaixo das linhas de cabeçalho. Em uma mensagem de resposta, o corpo da mensagem é o recurso que foi requisitado pelo cliente, ou ainda uma mensagem de erro, caso este recurso não seja possível. Já em uma mensagem de requisição, o corpo pode conter dados que serão enviados diretamente pelo usuário ou um arquivo que será enviado para o servidor. Quando uma mensagem HTTP tiver um corpo, poderão ser incluídos cabeçalhos de entidades que descrevem suas características, como por exemplo, o Content-Type que informa o tipo MIME dos dados no corpo da mensagem e o Content-Length que informa a quantidade de bytes que o corpo da mensagem contém. A Tabela 2 apresenta alguns tipos MIME.

Tabela 2 – Alguns tipos MIME [2]
Exemplo Descrição
text/plain Arquivo no formato texto (ASCII)
text/html Arquivo no formato HTML, utilizado como padrão para documentos Web
Image/gif Imagem com o formato GIF
Image/jpeg Imagem com o formato JPEG
application/zip Arquivo compactado


Requisição
De acordo com Fielding (1999, p. 24), uma mensagem de requisição do cliente é composta pelos seguintes campos: uma linha inicial (Request-Line); linhas de cabeçalhos (Request-header); uma linha em branco obrigatória e um corpo de mensagem opcional. A linha inicial de uma requisição é composta por três partes separadas por espaços: o método (Method), a identificação do URI (Request-URI) e a versão do HTTP (HTTP-Version) utilizado. Segundo Bastos & Ladeira (BASTOS, Leonara de Oliveira; LADEIRA, Adriane Cristina. Protocolo HTTP.) Request-URI é um identificador uniforme de recurso (Uniform Resource Identifier) que identifica sobre qual recurso será aplicada a requisição. No protocolo HTTP, o tipo de URI utilizado é chamado de URL (Uniform Resource Locater), o qual é composto pela identificação do protocolo, pelo endereço do computador servidor e pelo documento requisitado (cf. Embratel, 2002).

Conexões
Segundo Hirata ( p5,. HIRATA, Renato. Desempenho em Servidores Web de Grande Porte. 1999. Proposta de Tese de Mestrado – Universidade Estadual de Campinas, São Paulo, 1999. Disponível em: http://www.ic.unicamp.br/~ra951407/PROPOSTA.DOC. Acesso em: 25 fev. 2002), o HTTP/1.0 é um protocolo stateless. Isto significa que as conexões entre um cliente e um servidor são encerradas após o envio de cada requisição ou resposta. Cada vez que uma conexão é estabelecida ou encerrada, é consumida uma grande quantidade de tempo da CPU, de largura de banda e de memória. Na maioria das vezes, para se obter o resultado esperado, é necessário realizar mais de uma solicitação de recursos através de várias conexões. Por exemplo, no caso de uma página Web, que consiste de diversos arquivos (.html, .gif, .css, etc) é preciso que sejam feitas várias requisições para compor a página(conexão não-persistente). O ideal seria que apenas uma conexão fosse utilizada para os pedidos e as respostas HTTP, diminuindo, assim, o overhead ocasionado pelas conexões. Este tipo de conexão é chamado de conexão persistente (Persistent Connection).

A conexão persistente, implementada como conexão padrão no protocolo HTTP/1.1, possibilita que uma conexão seja estabelecida para enviar várias requisições em seqüência sem a necessidade de esperar por cada resposta, no qual serão recebidas na mesma ordem em que as solicitações foram enviadas, este processo é chamado de pipelining (cf. Fielding et al, 1999, p. 30). Pode também dar-se o caso de ser estabelecida uma conexão sem pipelining, em que o cliente só faz nova requisição quando o servidor lhe envia a resposta, ou seja, o servidor fica inactivo até o objecto (.html, .gif, .css, etc) atingir o seu destino no cliente. Se uma requisição incluir o cabeçalho Connection: close, a conexão será encerrada após o envio da resposta correspondente. Utiliza-se este cabeçalho quando não há suporte a conexões persistentes, quando for a última requisição a ser enviada nesta conexão, ou ainda, sempre que quiser encerrar a conexão mesmo que nem todas as requisições tenham sido completadas. Além disso, o servidor pode fechar uma conexão se estiver ociosa por um determinado período de tempo.

Outros protocolos
Existem outros tipos de protocolos como o FTP (File Tranfer Protocol, ou Protocolo de Transferência de Arquivos), usado para envio de arquivos do computador para um servidor na Web, o SMTP (Simple Mail Transfer Protocol, ou Protocolo de Transferência de Correio Simples), protocolo usado para correio eletrônico (e-mail), entre outros protocolos.

Métodos
O protocolo HTTP define oito métodos que indicam a ação a ser realizada no recurso especificado. Conforme Bastos & Ladeiras (2001), o método determina o que o servidor deve fazer com o URL fornecido no momento da requisição de um recurso.

- GET: É o método mais comum: solicita algum recurso como um arquivo ou um script CGI (qualquer dado que estiver identificado pelo URI) por meio do protocolo HTTP. O método GET é reconhecido por todos os servidores.

sábado, 2 de junho de 2012

PROCESSAMENTO CLIENTE-SERVIDOR


A tecnologia cliente/servidor é uma arquitetura na qual o processamento da informação é dividido em módulos ou processos distintos. Um processo é responsável pela manutenção da informação (servidores) e outros responsáveis pela obtenção dos dados (os clientes).
Os processos cliente enviam pedidos para o processo servidor, e este por sua vez processa e envia os resultados dos pedidos.
Nos sistemas cliente/servidor o processamento tanto do servidor como o do cliente são equilibrados, se for gerado um peso maior em um dos dois lados, provavelmente, esse não é um sistema cliente/servidor.
Geralmente, os serviços oferecidos pelos servidores dependem de processamento específico que só eles podem fazer. O processo cliente, por sua vez, fica livre para realizar outros trabalhos. A interação entre os processos cliente e servidor é uma troca cooperativa, em que o cliente é o ativo e o servidor reativo, ou seja o cliente requisita uma operação, e neste ponto o servidor processa e responde ao cliente.

PROTOCOLO DE COMUNICAÇÃO

Para reduzir a complexidade do projeto, a maioria das redes foi organizada como uma série de camadas ou níveis, que são colocados um em cima do outro. O objetivo de cada camada é oferecer determinados serviços para as camadas superiores, ocultando detalhes da implementação desses recursos. A camada n de uma máquina se comunica com a camada n da outra máquina. As regras usadas nesse diálogo são chamadas de protocolo da camada n. Basicamente, um protocolo é um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas.
A figura acima mostra uma rede com camadas. As entidades que ocupam as mesmas camadas em diferentes máquinas são chamadas de pares (peers). São os pares que se comunicam usando o protocolo. Os dados não são diretamente transferidos da camada n de uma máquina para a camada n da outra. Cada camada transfere os dados e as informações de controle para a camada imediatamente abaixo dela, até a última camada ser alcançada. Abaixo da camada 1 está o meio físico, através do qual se dá a comunicação propriamente dita. Uma das considerações mais importantes é a definição clara das interfaces entre as camadas. É preciso que cada camada execute um conjunto de funções bem definido. Isto reduz o volume de informações a ser passado de uma camada para outra e simplifica a substituição de uma camada por uma implementação diferente. Um conjunto de camadas de protocolos é chamado de arquitetura de rede. A especificação de uma arquitetura deve conter informações suficientes para permitir que um implementador desenvolva o software ou construa o hardware de cada camada de modo que ele transmita corretamente o protocolo adequado. Não há, no entanto, a necessidade de que as interfaces de todas as máquinas de uma rede sejam iguais, desde que cada uma delas possa usar todos os protocolos. Uma lista de protocolos usados por um determinado sistema é chamado de pilha de protocolos. Usando como exemplo uma rede com 5 camadas, uma mensagem M produzida por uma aplicação executando na camada 5 é transmitida para a camada 4. A camada 4 coloca um cabeçalho na frente da mensagem para identificá-la e envia o resultado à camada 3. O cabeçalho inclui informações de controle, como números de seqüência para permitir que a camada 4 da máquina de destino repasse as mensagens na ordem correta, para o caso das camadas inferiores não conseguirem manter a seqüência. Algumas camadas não impõem limite ao tamanho da mensagem transmitida, enquanto outras impõem. Assim, as camadas que limitam o tamanho da mensagem que elas podem enviar devem dividir as mensagens em unidades menores, chamadas pacotes, anexando um cabeçalho de sua camada a cada pacote. A camada 3 divide então as mensagens e transmite os pacotes à camada 2. A camada 2 adiciona, além de um cabeçalho, um fecho (trailer), e envia a unidade resultante à camada 1, para que ela possa ser transmitida fisicamente. Na máquina receptora, a mensagem será movida para cima de camada em camada, com os cabeçalhos sendo excluídos durante o processo.